
''Espelho, espelho meu, existe alguém mais belo do que eu?''. Muito provavelmente, a resposta que você aguarda é ''não''. Espere! Eu errei. Do jeito que as coisas andam hoje em dia, é praticamente impossível esperar por essa resposta.
O outro é o mais bonito. O outro é mais magro. O outro tem um corpo ''melhor''. O cabelo do outro não é ressecado. O outro não tem olheiras. O outro fica bem até quando faz cara feia. É o outro, sempre o outro. Mas, por algum acaso, você já parou para se perguntar que talvez você seja ''o outro'' para alguém? Que talvez exista uma pessoa que te julgue como ''melhor''?
E embora isso realmente aconteça, embora haja certo tipo de competição entre uns e outros na sociedade, estamos fadados a sermos iguais perante a Deus. Não vou fazer um discurso pré-moldado de que ninguém é melhor que ninguém. Até porque, como bem sabemos, grande parte da população fala isso em teoria. E na prática? Quase ninguém pratica. Queremos ser melhores que os outros ao mesmo tempo em que os endeusamos como sendo melhores do que nós.
Nos olhamos no espelho e por vezes nos sentimos pra baixo. Já por outras, nos sentimos lindos e maravilhosos. E cá entre nós, não existe pessoa feia. Não mesmo. O que é belo pra mim, pode não ser para você e vice-versa.
E dane-se o espelho. Ele mente. É carrasco, terrível, manipulador. Assim como a sociedade. Acho que ambos se completam. Só veem a ''casca'', julgam e enganam pessoas. A sociedade estabelece um estereótipo, aquele que temos como sendo o tipo de pessoa certa. E aí vem o maldito do espelho te dizendo que você não se encaixa, que é melhor dar uns ''reparos''. Emagrece daqui, engorda dali. Alisa o cabelo de um lado, encaracola de outro. Tudo isso pra que? Pra ser padrão, pra seguir qualquer coisa, pra ser ''modinha''. E então eu nos pergunto, por que ser igual? Por que ter o mesmo jeito, os mesmos hábitos, as mesmas manias e a mesma estética que o outro?
Quanta futilidade. Quanta banalidade. Que horror.
O importante é nos vermos belos. Mesmo com nossas imperfeições. Mesmo com nossos defeitos. Até porque se formos parar para analisar minuciosamente cada parte de nós, veremos o quanto somos imperfeitos interna e externamente. Mas também temos nossas perfeições. Cada qual com a sua. Cada qual de um jeito único e exclusivo. E por que tentar mudar isso? DESNECESSÁRIO!
O espelho pode te mostrar quem você quer ser, verdade. Entretanto, na maioria das vezes ele te ridiculariza. Ou melhor, ele mente e você acredita nele. Então, você mesmo é quem se ridiculariza. Eu sei, você sabe, nós sabemos. Todos nós só precisamos de um pouco mais de autoconfiança. E sim, muitas vezes eu ajo como se não soubesse o que é isso. E talvez eu realmente não saiba ainda.
E você sabe o quanto é/pode ser incrível. Sabe que pode transformar dias cinzentos em ensolarados, tristeza em alegria, desprezo em amor, estresse em descanso e gritos em calmaria. Tudo depende de você. Não vale a pena seguir os padrões sem nexo que nos são impostos. Viver por estereótipos não é algo muito agradável.
Não que eu esteja dizendo que não devemos nos importar com a aparência. Mas é claro que sim. Ela é importante? É. Porém, a prioridade deve ser com a sua felicidade e autoaceitação. Porque todos somos bonitos do nosso próprio jeito. Q
Você pode aprender essa lição com Sara Bareilles em Brave ou com a Demi em Believe in me.
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