Palavras que morreram em mim
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Esse não é mais um texto
amorzinho-frufruzinho-iludidinho-e-tudo-inho. Pra falar bem, esse é um texto em
homenagem a todas as palavras que morreram em minha memória.
Isso é meio complicado. Uns dizem que devemos escrever quando surge inspiração, já outros seguem a linha de pensamento de que devemos escrever sempre. Mas eu não sou como uns e outros. Eu acho que devemos escrever sempre, sim. Mas também acho que a inspiração ajuda muito, já que a falta dela deixa tudo com menos sentido.
Vejamos bem uma coisa. Ontem mesmo eu tive que ir ao consultório odontológico, e no meio do caminho tive mil e um pensamentos. Pensei em várias frases, criei textos mentalmente e até me imaginei escrevendo essas palavras em algum lugar. Mas não foi daquela vez, infelizmente não rolou. E mais uma vez as palavras padeceram dentro de mim, dentro da minha mente. Mais uma vez eu dei um giro 360°, surfei, dei um looping. Tudo na imaginação.
Seria tudo tão mais fácil se eu tivesse ideias, pensasse em textos e imediatamente tudo fosse escrito num passe de mágica. Seria tão mais fácil se existisse algo conectado ao meu cérebro com a função de transferir para o papel ou para o computador tudo o que sinto. Minha vida se resolveria em pelo menos uns cinquenta por cento.
Infelizmente as palavras se vão, assim como as pessoas. Pessoas passam pelo mundo, cumprem sua missão, deixam sua marca e vão embora, vão para um plano muito melhor que esse. E nós, na maioria das vezes, isto é, quase sempre, nós despedaçamos por perder quem amamos. Olhamos para as fotos, lembramo-nos dos bons momentos, choramos muito e nos perguntamos por que elas se foram. Acredito que com as palavras seja quase a mesma coisa. Elas vêm provocando um turbilhão de pensamentos por toda a extensão de nosso cérebro, porém se não forem escritas ou gravadas, não serão eternas. Eu posso dizer algo agora, mas quem poderá provar que eu realmente disse isso? Ninguém. Ao menos que tenha alguém escrevendo o que acabei de citar ou até mesmo gravando. O fato é que no papel, na internet ou em qualquer outro lugar em que possa ficar bem guardada, as palavras poderão se eternizar, sim.
Quem foi que disse que nada é pra sempre e que o pra sempre sempre acaba? Escuta aqui, ou melhor, leia. As palavras podem sim ser para sempre, podem não se acabar.
Papel é documento, é coisa guardada, é pra se eternizar, se registrar.
Tenho um enorme fascínio por fotografias e desenhos, mas não acho que possam substituir um bom e velho livro. As imagens podem nos transmitir várias coisas, é verdade. Contudo, a escrita transmite tudo com muito mais clareza. Bem, esta é a minha opinião.
Talvez eu pense assim porque escrever é um amor que cultivo diariamente. Eu plantei e agora rego todos os dias e dou todos os cuidados necessários para que cresça cada vez mais bonito e saudável, para que no futuro eu possa colher os frutos. Os bons frutos.
E com qualquer coisa é assim. É aquela frase ‘’o plantio é opcional, a colheita é obrigatória’’. Sim, é a mais pura verdade. Somos responsáveis pelos nossos atos. Escolhemos o que plantar, colhemos o que plantamos.
Mas que texto mais sem nexo, não é verdade? Comecei falando sobre palavras e agora pulei para plantio e colheita. Você deve até estar achando que isso é uma aula sobre agricultura ou sei lá o que. Por favor, não pense isso. Vamos voltar para as palavras, ok?
Elas são mágicas, tem o dom de transformar.
Agora eu quero te pedir um favor: faça um minuto de silêncio - isso se você não for tão tagarela quanto eu e aguentar ficar quieta por um minuto – em memória das palavras que padeceram em minha mente.
Isso é meio complicado. Uns dizem que devemos escrever quando surge inspiração, já outros seguem a linha de pensamento de que devemos escrever sempre. Mas eu não sou como uns e outros. Eu acho que devemos escrever sempre, sim. Mas também acho que a inspiração ajuda muito, já que a falta dela deixa tudo com menos sentido.
Vejamos bem uma coisa. Ontem mesmo eu tive que ir ao consultório odontológico, e no meio do caminho tive mil e um pensamentos. Pensei em várias frases, criei textos mentalmente e até me imaginei escrevendo essas palavras em algum lugar. Mas não foi daquela vez, infelizmente não rolou. E mais uma vez as palavras padeceram dentro de mim, dentro da minha mente. Mais uma vez eu dei um giro 360°, surfei, dei um looping. Tudo na imaginação.
Seria tudo tão mais fácil se eu tivesse ideias, pensasse em textos e imediatamente tudo fosse escrito num passe de mágica. Seria tão mais fácil se existisse algo conectado ao meu cérebro com a função de transferir para o papel ou para o computador tudo o que sinto. Minha vida se resolveria em pelo menos uns cinquenta por cento.
Infelizmente as palavras se vão, assim como as pessoas. Pessoas passam pelo mundo, cumprem sua missão, deixam sua marca e vão embora, vão para um plano muito melhor que esse. E nós, na maioria das vezes, isto é, quase sempre, nós despedaçamos por perder quem amamos. Olhamos para as fotos, lembramo-nos dos bons momentos, choramos muito e nos perguntamos por que elas se foram. Acredito que com as palavras seja quase a mesma coisa. Elas vêm provocando um turbilhão de pensamentos por toda a extensão de nosso cérebro, porém se não forem escritas ou gravadas, não serão eternas. Eu posso dizer algo agora, mas quem poderá provar que eu realmente disse isso? Ninguém. Ao menos que tenha alguém escrevendo o que acabei de citar ou até mesmo gravando. O fato é que no papel, na internet ou em qualquer outro lugar em que possa ficar bem guardada, as palavras poderão se eternizar, sim.
Quem foi que disse que nada é pra sempre e que o pra sempre sempre acaba? Escuta aqui, ou melhor, leia. As palavras podem sim ser para sempre, podem não se acabar.
Papel é documento, é coisa guardada, é pra se eternizar, se registrar.
Tenho um enorme fascínio por fotografias e desenhos, mas não acho que possam substituir um bom e velho livro. As imagens podem nos transmitir várias coisas, é verdade. Contudo, a escrita transmite tudo com muito mais clareza. Bem, esta é a minha opinião.
Talvez eu pense assim porque escrever é um amor que cultivo diariamente. Eu plantei e agora rego todos os dias e dou todos os cuidados necessários para que cresça cada vez mais bonito e saudável, para que no futuro eu possa colher os frutos. Os bons frutos.
E com qualquer coisa é assim. É aquela frase ‘’o plantio é opcional, a colheita é obrigatória’’. Sim, é a mais pura verdade. Somos responsáveis pelos nossos atos. Escolhemos o que plantar, colhemos o que plantamos.
Mas que texto mais sem nexo, não é verdade? Comecei falando sobre palavras e agora pulei para plantio e colheita. Você deve até estar achando que isso é uma aula sobre agricultura ou sei lá o que. Por favor, não pense isso. Vamos voltar para as palavras, ok?
Elas são mágicas, tem o dom de transformar.
Agora eu quero te pedir um favor: faça um minuto de silêncio - isso se você não for tão tagarela quanto eu e aguentar ficar quieta por um minuto – em memória das palavras que padeceram em minha mente.

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